A proliferação descontrolada de câmeras em vias públicas

Como profissional de segurança e como cidadão, tenho observado nos últimos anos a proliferação descontrolada de câmeras instaladas, sem qualquer critério, nas principais vias públicas de São Paulo.

A foto que ilustra este post foi feita por mim no cruzamento da Av. Brigadeiro Faria Lima com a Al. Gabriel Monteiro da Silva. Nela é possível identificar várias câmeras distribuídas por postes instalados no canteiro central e nas calçadas. No mesmo ponto, nas imagens de dois anos atrás disponíveis no Google Street View, não havia nenhuma.

O cenário se repete na Av. Paulista, cartão de visitas da cidade, e em dezenas de outros logradouros, criando uma poluição visual sem precedentes.

Não entro aqui no mérito das finalidades: controle de tráfego, semáforos inteligentes, programas governamentais de segurança. O ponto é outro. Falta planejamento e coordenação. Uma mesma câmera pode atender a múltiplos propósitos, ainda mais na era da Inteligência Artificial, e, mesmo assim, cada órgão e cada operador instala a sua. Estado e município precisam integrar essas iniciativas, e o tema merece ser regulado pelos nossos legisladores, nos mesmos moldes da Lei Cidade Limpa.

Arquitetura e segurança devem caminhar em perfeita harmonia, tema que já levei ao debate em participações na CASACOR São Paulo. Existem equipamentos discretos, bem projetados e igualmente eficientes. Padronizá-los evitaria a diversidade de estruturas que se vê na foto.

Sou favorável aos semáforos inteligentes. Mas instalar câmeras em milhares de postes adicionais, feios e brutos, espalhados por cruzamentos de toda a cidade exige, no mínimo, um estudo de impacto visual.

Na mesma direção, os totens de empresas de segurança e monitoramento tomaram as calçadas, fora das áreas privativas, com modelos, cores e dispositivos luminosos variados.

Os fins não justificam os meios. É hora de o poder público abrir os olhos para este tema.

E você, já reparou quantas câmeras existem no caminho que percorre todos os dias?

Segredos de Sucesso da Gestão de Riscos

Em 20 anos desenvolvendo projetos de gestão de riscos, aprendi que quase tudo que funciona é simples, e quase nada do que é simples é fácil.

Escrevi estas 10 crenças ao longo dos anos. Não são metodologia, não são framework, não dependem de orçamento. São o que eu observei em fábricas, armazéns, estradas, lojas e centros de distribuição.

Três delas, para você julgar se vale a pena passar o dedo:

→ Roubo se combate com força. Apropriação indébita, com controle. Antes de gastar fortunas em proteção, descubra qual é, de fato, o seu problema.

→ 346 roubos de carga em um ano na maior empresa de alimentos do país. Com um colaborador e quatro consultores: 93% de redução em três anos. Mais inteligência e menos força.

→ Etiqueta RFID de R$ 0,15 num desodorante de R$ 10,00. Antes de decidir, faça contas.

O carrossel traz os 10, resumidos. O texto completo está num e-book que preparei. Comente SEGREDOS abaixo ou me mande mensagem que eu envio o PDF.

“Não se preocupe, eu tenho câmeras no meu site!”

Ótimo. Mas as suas câmeras…

estão funcionando?

têm imagens nítidas?

foram posicionadas corretamente?

cobrem os pontos críticos do site?

estão gravando? Por quantos dias?

são monitoradas por alguém?

recebem manutenção periódica?

Ter câmeras não é ter segurança. Equipamento sem projeto, sem processo e sem manutenção é despesa, não é proteção.

É exatamente isso que uma Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades responde: onde estão suas reais fragilidades e o que de fato precisa ser feito, antes de você gastar o primeiro real em tecnologia.

Quando foi a última vez que alguém olhou para o seu site com esse olhar?

Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades em Segurança Patrimonial

O erro mais caro em segurança patrimonial não é investir pouco. É comprar sem diagnóstico.
 
Vejo empresas investindo alto em câmeras, cercas e vigilância, mas convivendo com vulnerabilidades básicas: acesso sem registro, unidades sem monitoramento remoto, dispositivos eletrônicos que não funcionam, procedimentos que existem no papel, não na prática.
 
Segurança não começa com equipamento. Começa com três perguntas:
· Quais ameaças realmente atingem o meu negócio, na minha região?
· Onde estão minhas vulnerabilidades: físicas, eletrônicas e de procedimento?
· O que priorizar com o orçamento que tenho?
 
É exatamente isso que uma Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades responde, antes de você gastar o primeiro real em tecnologia.
 
Sua empresa investiu em segurança nos últimos 2 anos? Esse investimento partiu de um diagnóstico ou de uma percepção?

Conselheiro de Segurança e Riscos

Sua empresa tem um diretor financeiro. Tem um diretor jurídico (ou um escritório de confiança). E quem decide sobre segurança?
 
Na maioria das empresas brasileiras, a resposta é: o gestor administrativo, o RH ou o próprio dono — pessoas competentes, mas sem formação em riscos.
 
Um diretor de segurança sênior custa caro por mês. A maioria das empresas não tem escala para isso. Mas o risco não respeita o tamanho da estrutura: roubo de carga, invasão, extorsão, fraude interna e ações de facções atingem empresas de todos os portes.
 
É por isso que criei o Conselheiro de Segurança e Riscos: um diretor de segurança externo, com dedicação mensal definida, que participa das decisões, organiza a proteção do negócio e assume a primeira resposta em crises.
 
O conceito de “conselheiro externo” já é consolidado no jurídico e no financeiro. Chegou a hora da segurança.

Novos produtos

Depois de anos conciliando diferentes projetos, tomei uma decisão: dedicar-me 100% ao que faço de melhor.

A Offiss Consultoria Empresarial está de volta, com foco em duas soluções:

1️⃣ Conselheiro de Segurança e Riscos — algo inovador no mercado brasileiro: um diretor de segurança externo. Aconselhamento sênior contínuo para a diretoria, sem o custo de uma estrutura própria.

2️⃣ Avaliação de Riscos e Vulnerabilidades em Segurança Patrimonial — um raio-X independente da segurança dos seus sites, com recomendações priorizadas. Acabamos de concluir um projeto de 9 sites em 5 estados para uma distribuidora nacional de combustíveis.

Foram mais de 20 anos entre Exército, Nestlé, Grupo Pão de Açúcar e projetos em 5 países.

Tudo isso agora está a serviço de empresas que precisam decidir sobre segurança com quem já decidiu muitas vezes.

Varredura de ambientes e telefonia

A segurança das informações não está restrita a sistemas de TI.

É recomendável a realização de varreduras eletrônicas e físicas em ambientes corporativos, telefones fixos e celulares e até mesmo nos veículos em que são tratados assuntos sensíveis.

A OFFISS conta com equipe especializada e equipada com tecnologia de ponta para a realização destes serviços. 

Entre em contato para mais informações: 
www.offiss.com.br

1. Disciplina e fiscalização

Depois de 20 anos de experiência no desenvolvimento de projetos para corporações dos mais diversificados segmentos, compartilho algumas crenças pessoais daquilo que acredito serem os “Segredos de Sucesso da Gestão de Riscos”.

1. Disciplina e fiscalização

Por mais simples que possa parecer, o principal segredo de sucesso para qualquer projeto de gestão de riscos se resume a duas palavras: disciplina e fiscalização.
Disciplina é a normatização de procedimentos, de forma clara e precisa. Fiscalização é a exigência do cumprimento destas normas e a responsabilização de eventuais transgressores. 
Um conceito depende do outro para que seja eficaz. De nada adianta escrever políticas, códigos de conduta e de ética, normas de segurança e de gerenciamento de riscos, planos de emergência e de crise, dentre outros, se estes não forem observados. Fiscalizar aquilo que não está formalizado também só acarreta despesas e mais riscos.

Marcio Martuscelli

2. Agir sobre as causas

Depois de 20 anos de experiência no desenvolvimento de projetos para corporações dos mais diversificados segmentos, compartilho algumas crenças pessoais daquilo que acredito serem os “Segredos de Sucesso da Gestão de Riscos”.

2. Agir sobre as causas

Muitos gestores agem sobre as consequências e não sobre as causas dos riscos.
No combate ao roubo de cargas é comum o emprego descomedido de recursos de segurança, tais como rastreamento principal e secundário de caminhões, escolta convencional e velada, iscas eletrônicas, blindagem do baú, do rastreador e da cabine. Porém, a pergunta que se faz é: há realmente roubo de cargas na minha operação?  
Roubo se combate com força; apropriação indébita, com controle.
O mesmo raciocínio pode ser empregado em todos os ramos da gestão de riscos.
Uma TV de 65” é furtada pela porta da frente de um hipermercado ou é desviada pelas docas?
Casas de um condomínio são invadidas através do perímetro ou mediante livre acesso de meliantes pela portaria, com a conivência de moradores?
Grãos são surrupiados de trens em movimento ou há divergências de peso de vagões no ato do carregamento?
Antes de serem gastas fortunas em medidas de proteção que nunca serão eficazes, devemos identificar quais as reais causas dos problemas.

Marcio Martuscelli

3. Cada empresa é um universo à parte

Depois de 20 anos de experiência no desenvolvimento de projetos para corporações dos mais diversificados segmentos, compartilho algumas crenças pessoais daquilo que acredito serem os “Segredos de Sucesso da Gestão de Riscos”.

3. Cada empresa é um universo à parte 

Cada empresa merece ser tratada como um universo à parte, pois tem a sua cultura, o seu vocabulário, as suas peculiaridades e também os seus riscos.
Atualmente observa-se o aumento da oferta da gestão de riscos denominada “prato feito”, através da qual profissionais se limitam a copiar modelos de proteção e de documentos criados há anos, sabe-se lá por quem, por quais motivos e em quais circunstâncias. 
Apólices de seguros de transporte de cargas, por exemplo, ainda excluem da cobertura securitária diversos produtos que deixaram de ser roubados há mais de quinze anos, tais como o níquel, o leite em pó e o café solúvel. Trata-se de seleção de risco, a qual contraria a própria essência do seguro.
Gestores simplesmente acrescentam cada vez mais exigências a planos de segurança do passado, tornando-os infactíveis e dispendiosos.
Conheça a fundo os riscos de cada operação e molde os planos de proteção em consonância com eles. Os resultados são surpreendentes.

Marcio Martuscelli